“ENFRENTANDO” O MEU COVID19

 

 

Mais de 2.000
pessoas morrem por dia, e ainda sim, parece mais um dia comum. Muitos contágios,
muitas mortes, muitas histórias, e para mim, nenhuma aglomeração. Nenhuma saída
desnecessária de casa, nenhuma falta de cuidado, nada. Álcool gel, casa,
postagens, blog, Instagram. Nada como uma pandemia tranquila para quem seu
cuida, certo?
– Covid19: errado. Se segura, meu irmão, porque agora eu vou me fazer presente!

Foi em um dia comum, sem exageros, que ele apareceu na minha vida. Mas não para mim… estava
com a minha respectiva em isolamento, mas tivemos que sair, para comprar
remédios, em uma farmácia. Mundo normal, na medida do possível, dentro do novo
normal, ainda. Em casa, a pessoa, que já não aceitava beijos ou abraços desde o
início da pandemia me diz: não estou bem. Posso estar com Covid! Desde o
começo, ela sempre disse isso, em tom de brincadeira. Dei risada por um
instante, apenas o suficiente para perceber que ela estava falando sério.

Na Itália, tem um dito popular assim: primo di tutto, calma.
Antes, de mais nada, calma! Opa! Será mesmo? Tem certeza? Quais os sintomas?
Primeiro, dor de cabeça. Depois, dores no corpo… é… minha certeza de
tranquilidade cruzaram a esquina para um atencioso vamos fazer o teste e ver o
que ele diz! Lá fomos.

Sejamos sinceros… eu sempre espero o melhor. Por isso mesmo esperei no
carro enquanto lá ia ela. E a minha ideia era era ela chegar de repente
tranquila e feliz dizendo que não tinha nada. Mas quando chegou, tinha a
companhia do Covid.

Confesso, meu primeiro sentimento foi de irritação. Como algo que eu não
estava minimamente interessado em fazer, isolamento total, era agora minha
próxima parada, literalmente? Não lembro de ter deixado alcool uma vez sequer,
sempre usei máscara, me chamaram para uma reunião de amigos da escola que eu
não via há mais de 20 anos, e eu não fui (como a Pandemia apertou, acabaram
cancelando por conselho de uma médica do grupo. Sábios conselhos!).

O que estava acontecendo era que eu iria me isolar da minha namorada, que teria
que ficar na casa dela, e eu isolado na minha, por ter contato com alguém que
teve o vírus, por precaução. Isso porque o meu teste deu negativo. Ainda na
precaução, vou fazer de novo daqui a uma semana, e ver se não peguei, de alguma
forma. Só me tranquilizo com certeza absoluta! Isso, é claro, se alguém pode
ficar tranquilo enquanto a namorada está sozinha e com covid. Fico, sim, e
antes de mais nada, ligado em tudo o que ela precisa: supermercado, compras,
remédios, falando duas ou mais vezes por dia, sabendo como estão os sintomas,
como está o emocional. Ser terapeuta, nessas horas, ajuda…

Enfim. Do que eu pude, fiz o máximo possível. Comprei o que tinha de melhor para ela comer, disse que era muito mais provável, estatisticamente que ela se recupere do que piore, mas o que vai definir isto são os sintomas dela. Nunca o fato da pessoa ser tão detalhista e minuciosa, foi tão importante. Qualquer piora deve ser investigada por alguém qualificado, ou seja, um médico. E assim que passar o tempo previsto, voltamos.

Ah, outra coisa que eu disse: ela já estava toda preocupada com trabalho, exercício… não mulher! sua função, neste momento é se curar. O que for possível você pode fazer, mas a prioridade é a saúde, a cura. Pare para o Covid. E isso, eu digo para você também, que está lendo. Pare par o Covid! Não deixe ele parar você.

Quanto a ela, segue com o bom-humor habitual e cheia de vida. Não sei se escrevi este post para inspirar cuidados e atenção nas outras pessoas, ou para mostrar como ela, uma pessoa bacana, está lidando tão bem com a situação. A resposta quântica, segundo Danah Zohar, é: provavelmente as duas coisas.

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