A TERAPIA DA KAROL

Karol Conká sentadinha, como se estivesse em Terapia

 

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O que a Karol Conká pode ouvir de um terapeuta para resolver as questões
pessoais expostas no BBB? Quais questões são essas, porque elas existem e é
possível falar sobre elas sem ofender a própria ou as pessoas exaltadas,
desmerecidas ou ofendidas pela vilã do momento? O que a terapia e a filosofia
tem a dizer sobre isso são os assuntos de hoje.

Começando pelo começo: para um artista, seja ator, músico, pintor ou o quer
que seja, tempo de televisão = dinheiro. Quanto mais as pessoas te conhecem,
mais vão querer se identificar com você e comprar os seus produtos. Não à toa,
o que mais paga o salário de atores, artistas, cineastas e afins são as
propagandas de empresas que querem seus produtos.

Karol Conká ganhou e ainda vai ganhar exposição, tempo e dinheiro mesmo
tendo seu lado B exposto. Quer saber como? Veja outra pessoa que explora o lado
B das pessoas como a Lady Gaga. Contornar esta questão não é o fim imediato de
como ela chega lá, mas uma inspiração de como as coisas funcionam. Basta
estabelecer um processo de entendimento da situação sem tentar desmerecer a
situação e os erros, dando um tempo para o público assimilar que ela percebeu o
erro e não atropelar o outro com :

– desculpa, errei, te ofendi, mas já me perdoei por ter te feito mal. Se
você tem alguma coisa com isso, problema seu, resolva sozinho.

Também ficou patente que coisas como uma impressão que alguém olhou para seu
“namorado” é uma certeza de interesse alheio, quando na verdade, nem
muito interesse a “concorrente” demonstrou, na pessoa dela. Atacar
sem limites alguém sem nem saber ao certo se suas intenções e desejos são reais
outra forma de ignorar a realidade do outro.

Para um terapeuta, basta ver esta situação para saber que a pessoa avançou
em cima do dito namorado sem dar muito espaço para ele dizer sim ou não. É o
que Freud diz: “Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de
Paulo”. Mas o público viu que ela demonstrou interesse de forma direta e
inequívoca, então facilitou o entendimento deste conceito.

Até aqui, as coisas estão claras? Pois muito que bem. Precisamos
complicá-las, desde que entendendo as situações da vida. Quando você, seja
homem ou mulher, propõe um objetivo em conjunto, você precisa propor a questão
claramente, ouvir a resposta do outro, considerar, e se houver consenso, agir.
A proposta da Karol, sempre tocada para frente, esconde uma ansiedade na
conquista e um medo da negação, como se a não realização do objetivo fosse um
amplo desmerecimento do seu ser.

Para a questão por um momento: em que parte da vida de uma pessoa que se faz
através de músicas com uma proposta provocante mais existiu uma dúvida a
respeito da sua existência ou de suas propostas de vida? Quando uma pessoa está
passando da adolescência para a vida adulta, é claro. E a figura a ser
combatida é um homem, e suas crenças limitantes.

Para de novo a cena, por favor. Outra de suas neuroses foram referentes aos
exageros de Lucas, o na-ocasião-recém-demonstrado bissexual. Por seu jeito
falante, provocativo e competitivo, Lucas criou muito estresse na casa. Mas na
cabeça de Karol, por ela mesma ser comunicativa e combativa, “um homem fora
do seu quadrado”como era seu pai, em relação a ela a estremece , um
“comunicativo” é parecido como ela quer propor seu “jogo” ,
e um “tombador fora de contexto” acabam se transformando em uma
demonstração de como tombar não resolve tudo na vida. Tendo ela no momento mais
extremo da vida se servido disto como linha de atuação e até defesa de seus
medos, ao crescer e se impor como rapper, sua reação foi de se proteger.
Atacando.

Como podemos perceber, o jogo não começa quando começa, e não termina depois
que termina. É um jogo, como a lógica da linguagem também é, para expressar
seus pensamento, como a microexpressão e a expressão corporal também são
(pergunte ao Paul Ekman ou ao Vítor Santos, aqui no Brasil)

A essa altura, caro leitor, pode ser que você tenha começado o texto achando
que ele era um ataque simples à pessoa, e agora estar achando que tudo o que a
pessoa fez, por ter um porque, é amplamente desculpável. Como em tudo na
Terapia, especialmente em Terapias baseadas em mais de uma fonte filosófica,
como a Filosofia Quântica,
nada é tão simples. Todas as questões tem suas nuances e tudo tem um começo,
uma percepção dolorosa de algumas características, possibilidades de atuação
com o Lado A e o Lado B de todo mundo em uma perspectiva realista e
propositiva. Como a vida tem que ser.

 

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