FILOSOFIA ANTI-MORO ou SOBRE LÓGICA E POLÍTICA

A política é a união das ciências comportamentais humanas, que será responsável por definir como os humanos devem se comportar de acordo com um conjunto lógico de abstrações formadas pela linguagem, que são as leis dentro da constituição.

Talvez este texto já comece exageradamente filosófico e teórico, mas em tempos de mudança, todas as teorias ligadas a comportamento são trazidas à tona como se fossem realidades últimas a serem alcançadas imediatamente.

Política é isso: abstrair das coisas algumas características, tirar de contexto os significados das origens e propor de forma diferente, mais de acordo com o que você acha que as coisas devem ser do que elas praticamente são, mesmo. Por isso, a dinâmica das crenças é tão importante nestes termos. E entender como diferentes perfis entendem as crenças em ordem de se relacionarem, também.

O perfil do Bolsonaro é criativo/comunicativo, o do Moro, lógico/posicionante. O Bolso sacou melhor a dinâmica da incerteza impositiva generalizada e generalizante do anseio por fazer política do jeito certo, sem saber exatamente o certo o que é, do brasileiro. O Moro, executou precisamente a função de pegar no pulo pessoas que utilizavam de inúmeras mazelas  e curvas para se manter no poder, em um momento que um partido estava criando raízes no sistema de governo, e começou a azedar o chope das instituições, o que acontece sempre que algum grupo qualquer se mantém muito tempo segurando a batuta do poder.

Então temos o seguinte: a maior parte dos políticos tem o perfil comunicativo; sendo a política basicamente unir pontas nem sempre ,complementares ou lógicas e definir padrões de comportamento geral das pessoas em contraposição com uma pessoa cuja principal característica é escrutinar que parte da lógica do comportamento é passível de crítica e consequente punição. Esta é a anatomia de como pode começar a existir tensão entre os dois.

Para que consigamos evitar ter uma justiça chapa-branca e franca impunidade, e um ministro que vai seguir à risca a letra da lei, temos que evoluir nosso sistema de quanto custa para um político se eleger e como lidar com o sistema de retroalimentação eu-te-financio-você-se-elege-e-me-devolve-através-das-leis, que é a forma de funcionamento da política e seu financiamento. Que é caro.

E não, Bolsonaro não acabou com isso sendo eleito, ele apenas personificou um desejo político do brasileiro e está protegendo suas mazelas, mesmo que da sua forma Bolsonárica de ser. O que nos leva às seguintes questões:

  1. Delegamos muito poder político a um culto da personalidade;
  2. Eleger quem quer que seja de forma errada é errado, mas tirar do poder alguém que se elegeu e colocar no lugar outro que se elegeu de forma mais errada ainda é pior; E na prática, é o que acontece em todo político que chega ao poder, desmerecimento absoluto por parte da oposição.
  3. Não temos maturidade política para filtrar demagogia;
  4. É preciso isonomia para pegar, julgar e condenar. Todos os políticos. Isto para começar a reavaliar como, porque e de que forma as pessoas se elegem;  E como estas formas se enquadram com nossas necessidades políticas.
  5. Misturar família com política dá ruim*;
  6. Ter excelentes ministros que sabem executar a letra fria da lei funciona melhor em países mais frios, o que não me tira a impressão que o Moro estava fazendo um excelente trabalho e poderia fazer ainda melhor;
  7. Moro vai fazer falta

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