Raramente começo um texto sobre a importância da Filosofia Quântica com spoiler, mas no dia em que o TINTIM faz aniversário de 90 anos de existência, em nome da homenagem, não tive escolha. É difícil vermos notícias ou palestras em que psicólogos ou terapeutas falam sobre a importância das artes, filmes e da cultura no tratamento de alguma doença, complexidade, ou dor. 

Geralmente, as informações relevantes que vemos vem em forma de pesquisas, dados, gráficos, com uma análise fria sobre como uma ação ou remédio tem uma imediata reação porcentualmente em determinado grupo de pessoas, sendo que se for maior que 50%, quer dizer que você tem que fazer aquilo.

Agora, para uma pessoa que se consultava com Filosofia Quântica, e estava há 7 anos tomando remédios tarja preta para depressão, um filme fez toda a diferença. Para esta pessoa, que tinha uma leveza muito grande dentro de si, mas era abafada por uma crise financeira e profissional, tudo parecia pesado.

O excesso de cuidado com coisas materiais sem o entendimento da leveza de seu propósito a levou a querer resolver a crise financeira de seu país, de sua empresa familiar, de sua família apenas com seus esforços. Claro, o final disto tudo foi catastrófico. Nada alheio a complexidades que enfrentamos nós, aqui no Brasil, não é mesmo? O resultado disto tudo foi um estado depressivo. Não era para menos, mas também, não poderia ser para tanto, pela própria consideração da sua saúde mental.

É uma história que demanda mais do que um post, mas no momento, isto é tudo o que posso dizer sobre ela. Depois de conhecer esta mulher extraordinária na palestra “Integrando a Depressão..”, comecei a atendê-la com sessões de Filosofia Quântica, em paralelo com um psiquiatra americano. Nossas sessões foram por Skype.

Um ano de sessões, depois, estou eu sendo criticado por ver um filme pela enésima vez, e questionado porque uma pessoa “tão inteligente como a minha pessoa”*  estava vendo tantas vezes o mesmo filme, tive um insight. Porque, realmente? Qual motivo? Existe apenas um? Você não faz uma pergunta a um filósofo, e espera que esta pergunta caia no esquecimento!

  • PERGUNTA FILOSÓFICA “QUÂNTICA” – PORQUE AS PESSOAS VÊEM UM FILME MAIS DE UMA VEZ?

As pessoas vêem um filme porque ele tem uma mensagem imediata para elas, e se vêem mais de uma vez, é porque tem mais de uma relação. Quando um terapeuta trata uma pessoa, entra em rapport, com ela, estabelece uma conexão, e conforme se conecta, atrai filmes relacionados a ao terapeuta e à outra pessoa também. Formei uma tese curiosa… que eu precisava comprovar.

Comecei a ver o que a minha paciente tinha em relação àquele filme. Que personagem ela seria, como resolveria as coisas, e para a minha surpresa, as relações eram muitas. Com a diferença que o personagem resolvia questões parecidas com leveza. Preparei uma lição de casa. Simples, ver o filme. E depois responder a um exercício de 8 páginas a respeito!

Muito bem, senhoras e senhores, racionalistas empedernidos ou pessoas que aceitam que a razão não é a única coisa que existe: foi exatamente nesta semana, imediatamente após ver este filme e fazer os exercícios que a pessoa sentiu-se capaz e fortalecida para parar com TODOS os remédios para a depressão, com a vênia e permissão do seu psiquiatra. E qual o nome do filme?

 

*Ironias a parte, agradeço ao “inteligente”. Sim, eu entendo, a pessoa usou esta palavra em tom de crítica, mesmo!