Porque, meu Deus, porque preciso me perdoar? Deve estar se perguntando o atento leitor deste quase diário folhetim de questionamentos. Ora, existe muito mais de uma resposta apenas para esta pergunta. Basta que você perceber: de quantas coisas você se cobra durante apenas um dia? E mais: o quanto pessoas próximas de ti te cobram? E a sociedade, de quantas coisas te cobra? Antes de você entrar em desespero, segue o texto que a gente vai te perdoando!

Pense no seguinte: existem diferentes tipos de “temperamentos”, ou formas de uma pessoa funcionar. Alguns, como este que lhes escreve, são mais comunicativos, outros ativos, outros lógicos ou ainda, pensantes. Cada um gosta de ser tratado do jeito que é, mas as pessoas são diferentes. Ou seja, é mais provável que ao conviver com o resto, você se sinta incompreendido, apenas por ser diferente!

Foi isso o que aconteceu comigo, hoje de manhã. Fui atrás de abrir contatos com mais clubes para divulgar Filosofia Quântica. Minha assessora, que detém participação em lucros, trabalhos, e em um monte de coisas, teve um piti. Me disse: você tem livro para escrever, clínicas de psicologia querendo divulgar cursos e vídeos de divulgação seus e vai atrás de lugares que não te remuneram? Vá tomar banho* !

Essa foi a hora do dia que eu tive que me perdoar. Perdoar por querer resultados rápidos com o que eu tenho feito, sem ver que outras coisas também podem dar resultados, só que diferentes. Me perdoar por ter me esforçado para algo que não trouxe tanto quanto eu esperava. Ainda.

Claro, só o perdão não vai me trazer sucesso. Preciso repensar, mudar a rota, insistir.  Logo depois, acesso a internet e vejo o Rodrigo Hilbert, me perdôo por não ser um ómão da porra. Logo depois, me perdõo por nem saber o que é isso. Depois, perdôo quem inventou esta baboseira toda.

Antes de arrematar o ciclo do perdão, leio que o cabra acima disse que todo o homem tem que se vestir de drag queen. Me perdôo por não fazer parte da visão dele do que é ser homem. E caio na gargalhada! Perdão também pode ser divertido!

E é isso que eu acho do perdão. Somos cobrados para sermos pessoas que não somos, com perfis diferentes do que temos, cobrados para termos resultados, cobrados para termos dinheiro e pagarmos impostos, pagar aumento de gasolina, para encararmos o masculino ou feminino da matéria do jeito que vende mais audiência, pqp.

Todas essas exigências, mais frequentemente do que precisamos, nos tiram a tranquilidade para agirmos em uma vida onde a incerteza da resposta faz parte do sucesso. Do resultado. Da vida!

 

 

*Esse linguajar eu inventei, para deixar a historia mais divertida!

 

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