Depois de uma semana altamente produtiva, cheia de realizações, evoluções e grandes possibilidades, acordo às 11h, e ainda com os olhos semi-abertos e, trôpego, descubro que estou amando. Amando estar cansado e de pijama. Eu estou… pijamando! Zumbizando, mesmo. E, meu Deus, como isso é importante.

Vejo meus oponentes, pessoas que trabalham com coach, psicologia, filosofia a mil na internet, com seus terninhos, em pleno sábado, mostrando realizações inestimáveis, e tudo o que eu consigo pensar é: como é bom pijamar.

Disse oponentes? São sim. Só na minha cabeça. Somente enquanto comparo as realizações que eles expõe com as coisas que eu quero chegar. Que eu posso fazer, de acordo comigo mesmo, com o meu histórico, com as minhas possibilidades.

Possibilidades de errar tentando, inclusive. Não tenho oponentes ao que eu desejo maiores do que minhas possibilidades. A menos que eu deixe de ver a importância de pijamar, é claro! Pijamar no processo, não nos resultados. Não o tempo inteiro, diga-se. Mas acredito que existe um grande pijama em todas as realizações sustentáveis, que valem a pena.

Pijamar tem um efeito desipnotizante da realidade. Preciso isso, preciso ser igual àquilo, preciso ser mais alguma coisa, preciso menos de outra, só isso resolve tudo, preciso, preciso… simplesmente pijamar. Mais nada. E de repente, com a simplicidade divina do meu pijama, olho para o infinito e digo: posso…

 

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