In dubio pro Temer. In dubio pro Lula. Na dúvida, o político com as costas mais quentes que estiver no poder manda. E “nóis” paga. Mas o que nós temos com isso? De verdade,  o que realmente temos a ver com tudo isso? E mais, o que a gente faz a respeito? Muita coisa, na verdade. Nada, na mais pura verdade ainda,  resolverá tudo de uma vez. 

Escrevo este post vendo novela e bebendo uma taça de vinho. Na maior cara dura, estou vendo que tivemos um rei no século retrasado, uma versão jabuticaba de Henrique VIII. Aquele, das 7 esposas. No nosso país, nos países dos outros, teve alguma vez na história que delegar muito poder a um pessoa, no caso do rei, ou deixar que um parlamento, congresso, senado ou afim resolveu todos os problemas e deixou todos satisfeitos? Creio que nunca.

Claro, isso não resolve nosso problema. Mas antes de apontar soluções e abordar novamente o masculino/partícula/direita x feminino/onda/esquerda, como começa pequeno e se faz grande, perdendo direitos civis no processo, vou falar sobre como delegamos muito do nosso poder ao outro.

Já parou para pensar o quanto delegamos ao outro a culpabilidade pelo insucesso? Seja ele qual for, seja o alvo da nossa fúria digno dela ou não. Mesmo que você delegue algo a alguém e ele te engane, maltrate, incomode, pelo menos na escolha, você tem algo com isso. A questão é: mudar esse algo em você tem um poder transformadoramente orgásmico, criativo, que nós frequentemente perdemos ao nos ater apenas à crítica ao cabra/cabrita que nos agride de alguma forma.

Assim, também na política. Mas com um agravante: para a política mudar, deve haver uma unidade entre esquerdos e direitos, fora as negociatas de planaltos, palácios e congressos. Para isso, basta chegar a alguns consensos, como:

  1. Se conseguimos nos manifestar sobre tudo na internet, mas não na política, tudo vai ser tenso até essa possibilidade de manifestação se alinhar.
  2. Político de partido nenhum pode presidir qualquer empresa, privada ou estatal.
  3. Precisamos eleger as pessoas que escolheremos para votar.
  4. Acredito muito mais em representantes de setor manifestarem-se politicamente, do que políticos cobrando para manifestar interesses de outros.

Por fim, digo isso: delegar a outro o que nos é cabido resolver, na vida, família, política, é sempre muito CARO. Por isso, em todas as palestras, atendimentos e cursos que ministro, proponho o mesmo: faça sempre o que é inseparavelmente seu, e dê uma boa possibilidade para quem está perto colaborar. Assim, suas realizações estarão sempre no seu horizonte.

Ou aprendemos a liderar quânticamente processos, valorizando progressos, ou tudo quanto for pensamento a respeito será frustração.

 

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