Ou a falta dela. Em diversos momentos da vida, precisamos parar para pensar. Pensar se o que fazemos é possível, se é necessário, e se o que esperamos da vida está alinhado com o que fazemos melhor. Para Rogério, por exemplo, a generalização de que ele é bom em futebol prejudicou o entendimento sobre o que é necessário para ser um bom técnico.

Quando falamos em Filosofia Quântica, então, a complexidade de tudo o que é preciso para alinhar um time, entendendo os temperamentos dos jogadores junto com a filosofia de vida e de jogo do técnico são ainda mais complexos.

Vamos, então, fazer uma anamnese quântica e ver como a não compreensão de funcionamentos do ser humano comprometeu o técnico?

  1. Rogério Ceni é mais lógica do que criatividade. Para ser um bom goleiro, treinava bater faltas, chegava sempre na hora; não que não pudesse ser ativo, criativo ou pensante, que são outras 4 formas de atuação do cérebro e também do átomo, mas predomina esta;
  2. Rogério assumiu uma filosofia de jogo de Juan Carlos Osorio que é mais criativo, de atacar sem se preocupar com marcação, sem priorizar a lógica, mas sim a criatividade, temperamento do técnico anterior e de seu assistente técnico inglês, Michael Beale.
  3. Rogério contratou jogadores mais alinhado com seu perfil lógico do que de suas crenças de futebol criativo. Exemplo é Cícero e Marcinho. Mas depois de ter investido tempo e as melhores tentativas.
  4. A filosofia de ataque deve, necessariamente abordar uma filosofia de defesa. Assim: chega para os beques e diz: de vocês ninguém passa, se vira para tirar a bola. Melhor sair jogando, mas se não der. senta o pé nesta pelota. Na prática, o São Paulo tomou gols bobos quando um cabra tentou dar um rolinho no centro-avante rival dentro do campo de defesa: tomou gol bobo.

Filosofia, dentro do futebol, é commoditie. Ou seja algo básico, a fonte de renda, como arroz, ou feijão, sem o qual não se vive. E ainda assim, técnicos, dirigentes e afins não estudam como ela funcionam, nem que seja para ter melhores resultados. Até que se prove o contrário, é claro. Ou que a falta de pensamento cobre seus resultados, e aí sim, nem que seja para apagar incêndio, repensar o que se faz!

Ao Rogério, diria apenas uma coisa: filie-se ao São Paulo, vire cartola do São Paulo, raios presida o clube! Mas se for para treinar novamente, comece em um lugar que lhe permita tentativa e erro. Pois a vida é processo, se faz em movimento, e sem tentativa e erro, não chega o sucesso.

imagem: site SPFC.com.br

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