A relação com os pais é o motor metafísico da vida. E a relação entre familiares é tão forte que o tempo, espaço e até comoção nacional podem ser contrários a uma intuição que se tem dentro de si, que você confia mais em si do que em todo o resto. Hoje vamos falar sobre a intuição que dobra o tempo. A relação não-local na prática!

28 de novembro de 2016. Não sei porque, acordei mais cedo. Ligo a TV. Mau saí do estado de inconsciência do sono, vejo uma notícia de que caiu um avião com um time inteiro de futebol. O dia se arrasta, vemos notícias de aflição, medo, tristeza, insegurança, comoção nacional, e tudo o que agora está bem claro para nós. Mas na casa de um jornalista presente no vôo, tudo eram dúvidas, e a maior probabilidade era de tragédia, para todos. Menos para um.

O filho de Rafael, Otávio, estranhamente olha para mães, tias entre outros e diz: “Porque vocês estão chorando como se ele estivesse morto? Sinto que ele está vivo, sinto sua respiração”. Raios, como ele poderia saber? E pior (melhor!) : estar certo?

É difícil alguém explicar isso sem falar sobre religião, que envolve dogmas e afins. Mas para quem percebe a relação entre as emoções e Física Quântica, basta dizer que o próprio comportamento dos elétrons, que formam os pensamentos, e o átomo, pode ter algumas respostas.

A questão é que o tempo é uma medida em que o espaço faz as coisas, e o elétron sai da linearidade do tempo, quando está em estado de mudança. E um acidente É uma mudança! Loucura, não?

Vamos agora, então, à tão esperada anamnese quântica desta relação, ou seja, os motivos porque a relação e o que podemos falar sobre o Rafael e seu filho Otávio mesmo com pouca informação, mas com conhecimento de Filosofia Quântica:

  1. O Rafael é homem, seu filho também.
  2. O Rafael  comunicador, falante, e isso é um temperamento. Tem 4 tipos “mestres” de temperamento*. O dele é igual ao do filho.
  3. Quando existe semelhança de temperamento e de projeção masculino/feminino (masculino, no caso), a ligação entre os dois fica mais forte.
  4. Isso quer dizer, também, que ao Rafael tentar se estabelecer na vida e carreira, não tinha uma referência de similaridade ( homem comunicativo presente ). Isto se transformou em uma necessidade. E é isto leva a “atrair” um filho homem. E essa necessidade demonstrou sua força na conexão entre os 2.

Vejam bem, eu não tenho esse tipo de relacionamento com o meu pai, como o que eu descrevi acima. O que não quer dizer que nossa relação não seja boa (um abraço, paps)! Acontece que ele tem um temperamento diferente do meu, igual ao da minha irmã, e eu, igual ao da minha mãe. O que quer dizer que este tipo de análise, no meu caso, leva a outros significados. Mas se eu quiser “adivinhar” ou me conectar com ele, talvez não tenha a mesma facilidade. E tudo bem, raios. Assim como demais parentes do Rafael não tinham exatamente o mesmo tipo de relação que o filho. E tudo bem. Mas está explicado, não?

Ok, pode não existir um tipo de relação pai/filho que salva vidas, mas entendendo o como funcionam as relações e as pessoas, dá para entender as nossas e quais relações estão nos salvando, quais podem estar “de partida”**.

 

*Uso como base os conhecimentos do Ned Hermann
**”Viva Como se Estivesse de Partida” é o livro que o Rafael está lançando para falar o que exatamente quer dizer “de partida”, os porques de várias pessoas que estavam ao lado dele estarem, mesmo sem ele saber, de partida. Só esse assunto daria para vários posts!

Foto: O Globo

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