Ok, a frase original é “existe algo de podre no reino da Dinamarca”. É uma frase de Hamlet, peça teatral de Shakespeare. Quer dizer que, no meio daquele monte de loirinhos certinhos lá da Dinamarca nem tudo é tão… certinho. Ou seja,dentro do querer ser lógico em tudo, ver regra e tudo, muitos desejos e projetos criativos se perdem. E os desejos de poder do tio do Hamlet, o levaram a violência. Mas e se nossos desejos são sempre o nosso poder de ação? 

E Bagé…?!? Ah, Bagé. Eu não acredito em nenhuma análise ou atendimento de coach, terapia ou consulta de Filosofia Quântica como a minha que não permita pelo menos um pouco o escracho natural do ser humano. Isso na consideração dos seus desejos mais “sérios” de reconhecimento, poder errar e ser ouvido em sua essência, manifestos em status, prestígio, aceitação, por parte dos pares ou contrapartes. Sem uma análise feita com leveza destas coisas todas, creio que os conselhos do terapeuta correm o risco de virar o pouco de podre que existe no reino da Dinamarca!

Claro que, a graça do analista gaúcho é exagerar o problema, e isso, só faço em casos em que a pessoa está em um efeito quase hipnótico de dor que não permite outra solução. Mas faço isso sem colocar pressão na alternativa que proponho.

Muitas pessoas acham que o melhor para elas é sofrer, acreditar que os outros são melhores, que relações tóxicas devem ser mantidas, e trazem as explicações mais estapafúrdias para sustentar isso. E uso o humor  e uma certa dose de leveza somados com conhecimentos da psicologia quântica para mostrar o quanto um alternativa absurda seria mais ridícula se ela fosse realmente possível. e qual seriam os seus efeitos.

Valho-me muito de um recurso chamado de um reducto ad absurdum, ou seja reduzir uma ideia fraca ao absurdo, que ela realmente já era desde o início, para a ideia fraca deixar de ser uma possibilidade. Algum dia ainda faço um TOP 10  destes!

*Participação filosófica de Bob Thompson (A.K.A Pai de Filósofo)

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